Olá meninas!
Dessa vez o VDL será um pouquinho diferente... Como prometi, hoje vou contar a minha história aqui no blog. Mas calma, calma! Isso não significa que finalmente consegui o meu PÁ! Na verdade, o "causo" de hoje trata-se de uma carta que escrevi para as meninas da Trupe no começo de 2013 para contar como foi que me tornei fã do Luan.
Resolvi dividir essa carta com vocês porque, depois de tanto tempo narrando as "aventuras" de outras fãs, achei que era hora de contar um pouquinho da minha própria história. Eu queria que vocês soubessem como foi que o Luan mudou a minha vida e como começou esse sonho de ser uma "quase-escritora".
Estão prontas? Espero que gostem!
"Meninas,
Já contei para vocês a história da Anita, da Cristal, da Júlia e agora estou contando a da Malú. Mas hoje não estou aqui para falar das minhas “meninas”. Hoje estou aqui para contar a MINHA história! Preparadas? Então vamos lá...
Era uma vez uma garota de 22 anos, recém-formada em Jornalismo, que namorava há um ano e que se chamava Juliana (Eu!). Sempre quis trabalhar com assessoria de imprensa e, um dia, partir para o ramo de edição de livros (isso porque acreditava não ser capaz de escrever o meu próprio livro).
Era o ano de 2011, que foi especialmente difícil para mim. Isso porque eu tinha um emprego péssimo; não falava com a minha mãe e com a minha irmã e tinha um namorado do qual eu gostava, mas que sofria com alguns problemas pessoais o que tornavam a nossa relação um pouco complicada. Para piorar, por causa da rotina de trabalho, eu deixei de montar a cavalo, uma das coisas que mais me davam prazer nessa vida.
Foi realmente muito complicado para mim passar por tudo isso sozinha. Foi o primeiro ano depois que terminei a facul, e eu não via mais as minhas amigas com tanta frequência. Eu chorava todas as noites porque não entendia porque nada dava certo para mim.
Uma noite, eu pedi a Deus para que me levasse daqui, porque não queria mais viver. Depois me arrependi e pedi para que Ele me indicasse um caminho, me desse uma luz, me mostrasse algo que eu soubesse fazer e que me trouxesse alegria.
Eu não lembro exatamente como foi, nem quanto tempo demorou para acontecer, mas em uma noite que eu estava muito triste e muito entediada com a minha vida, peguei uma caneta, um papel e escrevi os três primeiros capítulos de “A Granfina e o Caipira”. As ideias foram fluindo, a minha Granfina apareceu e logo eu achei o Caipira perfeito (O Luan, claro!) para completar a história. Eu não achava que eu escrevia bem (aliás, ainda acho!), e pensava que a ideia era muito maluca... Mas a sensação de escrever me fez ficar bem comigo mesma, algo que eu não sentia há muito tempo.
Gostei do resultado inicial e então resolvi abrir uma conta do Nyah e postar a fic, só para ver o que dava. NINGUÉM sabia daquela novidade. Resolvi guardar segredo porque era algo só meu, tipo uma saída de emergência. Não queria ninguém dando palpite, ou “gorando” a minha história.
Por isso assinei a fic como Manu Dantas. Gosto muito de Manuela, que é o nome de uma personagem do livro “A Casa das Sete Mulheres”, que vive um “amor tempestade” e que decide amar um único homem em toda a sua vida e esperá-lo até o fim dos seus dias (Mais tarde, achei que a escolha desse nome não poderia ter sido mais acertada! Afinal, ser fã é isso: é escolher alguém para amar sem pensar nos limites ou nas consequências, é manter um sentimento que o tempo não destrói).
Continuando... A fic foi rolando, as primeiras leitoras apareceram, os comentários surgiram e eu fui ficando cada vez mais animada. Gente, quando digo que cada comentário ilumina o meu dia, é a mais pura verdade. Por muito tempo, a Granfina e o Caipira foi o meu salva-vidas, o que me fez sentir viva de verdade!
Continuei não contando nada para ninguém. Era o meu segredo, a minha rota de escape, a minha alegria. Nem meu namorado desconfiava...
Com o tempo, eu fui me tornando fã do Luan e conhecendo cada vez mais sobre ele. E Deus não poderia ter colocando um ídolo melhor no meu caminho. O Lú me fez lembrar de quem eu era de verdade, antes de passar por toda aquela crise. Sempre fui essa pessoa que vocês conhecem: de bem com a vida, positiva, que gosta de prosear, criativa, um pouco caipira e um pouco granfina! Rs! E, de uma maneira meio maluca, foi o Luan que trouxe essa pessoa de volta à vida.
Acima de tudo, o Lú me lembrou que “Só quem sonha consegue alcançar”. E foi preciso tudo isso acontecer para cair a ficha que eu só estudei Jornalismo porque sonhava um dia em ser escritora. Então, por que depois de quatro anos, eu tinha desistido do meu sonho?
Ao final da segunda temporada de AGeOC a minha situação já era muito melhor. Eu consegui um emprego novo, voltei a montar a cavalo e o relacionamento com a minha mãe melhorou consideravelmente. E o principal: Eu não queria mais morrer. Eu queria viver, porque, no final das contas, eu precisava postar capítulo para vocês! *-*
Foi quando eu comecei a escrever “Cinco Dias em Cancún”. E cara, de repente, todo mundo sumiu! Fiquei muito “encanada” achando que não escrevia bem, que a história estava uma droga e que aquele sonho de ser escritora era demais para mim.
Abandonei a fic e fiquei um tempo sem escrever. Decidi me dedicar totalmente ao trabalho, tentar ser alguém na vida... Nesse tempo, fiquei viciada na série “Diários de Vampiro” e na saga de livros Percy Jackson (dois quais sou fã até hoje. Stelena é vida! Rs!)
Mas, depois de dois meses, eu me sentia péssima de novo. O trabalho estava ruim, o namoro cada vez pior e o relacionamento com a minha irmã ia “ladeira abaixo”...
Em abril de 2011 viajei para Santa Catarina a trabalho. Depois de “ralar” o dia inteiro, cheguei no meu quarto de hotel acabada e triste. Ali, sozinha, liguei o meu notebook e escrevi o “Prólogo” de Incondicional. Nascia a Cristal, a minha “docinho de coco”.
Cara, fiquei tão “fissurada” nessa história que escrevi os dois primeiros capítulos no aeroporto, enquanto esperava o meu voo para Sampa.
Novamente empolgada com uma história, recomecei a postar uma fic no Nyah! Mas dessa vez era diferente. Eu me sentia mais “segura”. Aprendi muito com AGeOC e usei toda essa experiência em Incondicional. Resolvi continuar usando o nome de Manu, por dois motivos:
1 – Eu ainda não tinha contado para ninguém sobre as fics. De certa forma, eu tinha vergonha de assumir que escrevia (E eu não sei o porquê. Acho que porque sempre achei que não escrevo tão bem).
2 – Eu usava o meu nome verdadeiro para assinar as matérias que fazia no meu trabalho. Não queria misturar as duas coisas. O trabalho era uma obrigação. As histórias eram a minha vida!
Sem contar que todo mundo já me conhecia como Manu e eu adoro esse nome (de verdade). Achei que seria estranho mudar assim, de repente...
Bom, minha segunda história começou a conquistar novos leitores e então eu tomei coragem para dividir aquela minha experiência com alguém. A Sarah foi a primeira pessoa a saber e, graças a Deus, ela não me achou uma louca! Rs! Só achou estranho eu estar escrevendo sobre o Luan Santana. Ainda bem que ela é muito “open mind” e me entendeu quando me declarei fã do Nego.
Como eu, a Sarah e Rachel somos inseparáveis, logo o terceiro membro do trio também ficou sabendo da novidade. Ela riu muito de mim por ser fã do Lú, mas “pagou a língua” depois que leu Incondicional e também ficou apaixonada por ele.
Empolgadas com o meu “sucesso” (elas acharam incrível o fato como as minhas leitoras são carinhosas e atenciosas comigo) e também precisando dar um “up” em suas vidas, elas resolveram começar a escrever também. Juntas, fundamos o “Triipé”, um blog destinado a contar algumas aventuras pelas quais passamos ao longo da nossa vida. Porém, para revelar tudo o que revelávamos no Trii, nunca poderíamos contar quem éramos de verdade. Por isso fizemos um pacto: O de não falar para ninguém nossa verdadeira identidade.
O Trii sobreviveu por um tempo, mas algumas coisas mudaram, a Rachel resolveu seguir a sua vida de casada e o blog ficou abandonado.
Enquanto o Trii “morria”, o meu próprio blog nascia e cada vez mais eu passei a me dedicar inteiramente às fics! E gente, do fundo do meu coração, essa é a melhor parte de mim. Deus atendeu todos os meus pedidos e me deu ainda mais: Ele me mostrou um caminho, me mostrou algo que eu posso fazer e que me dá alegria, me deu um ídolo e me deu uma segunda família, a Família LS! Mais do que isso, ele me deu a Trupe e me trouxe de presente todas vocês!
Sou muito grata por tudo o que vocês fizeram por mim, de verdade! Obrigada por não me deixarem desistir e por me apoiarem! É por toda essa força e essa energia positiva que vocês me dão que hoje eu estou aqui hoje.
Enfim, essa é a minha história. Desculpa por qualquer coisa e obrigada por tudo! Vocês fizeram o meu conto de fadas se tornar realidade. E eu espero que ele não acabe aqui..."
É isso gente, essa é a minha vida, esse é o meu clube! Rs!
Brincadeiras à parte, espero que vocês tenham curtido a carta. Acho que essa é a prova que amor entre fã e ídolo é algo tão forte e tão puro que é capaz sim de "mover montanhas" e transformar vidas.
Como escrevi no último capítulo da quarta temporada de "A Granfina e o Caipira", cada pessoa tem tem um milagre na vida. Esse com certeza foi o meu. Só espero que um dia o meu PÁ! chegue e que eu possa abraçar o Luan muito forte e lhe falar, do fundo do meu coração, obrigada! Mas mesmo isso que não aconteça, sou grata a ele da mesma maneira. Ele está gravado na minha história e será para sempre o meu Caipira (mesmo usando aquele bigode e aquela barba "duvidosas").
Sempre tive para mim que esse espacinho aqui o blog, o VDL, é o lugar reservado para os sonhos. Fico feliz quando as meninas me falam que leem os "causos" sonhando o com o seu PÁ! Nada me deixa mais feliz que servir de apoio e incentivo na busca do tão sonhado abraço do Lú. E hoje, depois de compartilhar essa carta com vocês, eu lhes digo: Acreditem nos milagres.
Beijo grande,
A gente se vê no próximo VDL!







