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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A espera

O dia hoje amanheceu estranho, como se o sol não quisesse aparecer e a chuva temesse em cair
As horas parecem se arrastar, esperando a decisão de um dos dois, mas a resposta nunca vem

Eu espero junto com elas, nesse horizonte cinza e sem brilho, torcendo para que o sol venha
Mesmo que no fundo esteja ciente que a chuva há de cair e levar todas as esperanças junto com ela

Então, por que espero? Espero porque, assim como as horas, só sei percorrer o mesmo caminho
Andando em círculos dia após dia, vivendo de um presente assombrado por lembranças do passado

O som do relógio já não faz mais "tic e tac". Os ponteiros agora fazem um coro de "amo, odeio" em uma sutil tortura que vai me enlouquecendo a cada minuto

Se ao menos pudesse sair de ciclo vicioso, talvez a espera chegasse ao fim

Mas o sol não sai, a chuva não vem e tudo aqui é cinza, igual a mim


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Segredo

Você nunca saberá
Que eu dormi todas as noites pensando em você
E acordei todos os dias desejando que fosse real o que senti

Você nunca saberá
O quanto te quis
E o quanto te desejei que você me quisesse
E das tantas noites que te procurei em mil rostos diferentes
Por todos os lugares que andei
Em todas as frases que ouvi
Nos convites que recebi

O dia vai e outra noite vem
E eu tento mudar a rotina, sair de sintonia
Mas é sempre só você
Como onda que vem e leva tudo...
E só o que sobra são as cicatrizes
Do que um dia poderia ter sido
Mas que, na realidade, foi só ilusão
Para você foi tempo perdido
Para mim, recordação

Você jamais saberá
Na verdade, nem poderá imaginar
Que lembro de você ao ligar o farol do carro
Ao passar por uma esquina qualquer
Ao ouvir músicas que jamais foram nossas
Todas as vezes que olho no celular

Você jamais saberá
Agora é segredo
Dorme em sigilo, oculto, no fundo da alma
Se me perguntarem
Direi que é mentira, absurdo, calúnia
Porque ninguém precisa saber
O que meu coração guarda é seu
Mas não é digno de você
Por isso, a partir de agora, será meu
E só meu


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Quando o coração pede por mais

Era uma noite quente
O clima parado
Ela queria novidade
O coração pedia por mais

Foi então que o convite veio
Primeiro hesitou, mas depois foi
De saia rodada, boca pintada
E tudo nela pedindo por mais

A noite seguiu
Fácil, ágil, leve, com promessas soltas pelo ar
Dançou, cantou, sorriu e se divertiu
Mas algo em seu peito ainda esperava por mais

Fechou os olhos e pediu
Que naquela noite quente
Um sopro de vento diferente
Soprasse o remédio que curasse a busca por tanto mais

Quando abriu os olhos quase não acreditou
Que o tal mais, por fim, chegara
E carregava um brilho suave de sedução no olhar
E fazia um convite irrecusável ao sorrir

Ela sentiu o gosto
Viu que era doce
E então descobriu a razão de tanto esperar pelo mais

Talvez fosse porque o coração apertando, cansado
Finalmente se espalhou
Ou porque o riso solto
Seu lugar no rosto tomou

Ou ainda porque os olhos brilharam
E as bocas bailavam
A valsa que ninguém mais dançou



terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Sobre desejos e tempestades

Sabe aquela história que você precisa tomar cuidado com o que deseja? Pois então... estou aqui hoje para dizer que esse lance é a mais pura verdade.

Já tem um tempo, mais ou menos uns dois anos, que eu escrevi uma história chamada “A Nossa Canção”. Nela, o personagem principal era apaixonado pela Júlia, que ele definia como “a sua tempestade”.

Para ser mais clara, segue o trecho onde ele explica o sentimento que tem pela moça:

“Ela é como uma tempestade. Chega e leva tudo consigo. Não dá para se defender da tempestade, você só fica ali e a deixa tomar conta de você. É algo muito forte, é bonito, é inevitável... Depois, quando vai embora, é como se não sobrasse mais nada...”

Eu não sei explicar muito bem o porquê, mas essa frase me marcou bastante e por muito tempo eu desejei viver um Amor Tempestade, desse tipo que arrebata o nosso coração e muda a nossa vida para sempre.

Quis tanto que a minha tempestade chegou em uma Sexta-Feira Santa e, coincidência ou não, tinha os mesmos olhos verdes marcantes da Júlia.

Claro que eu não sabia que aquele encontro iria mudar minha vida. Na verdade, eu não dei a mínima confiança para a situação. Uma semana depois, nos reencontramos novamente e o que começou como garoa veio dessa vez com tudo que tinha direito: coração disparado, pernas bambas, vontade incontrolável de estar junto. Era a tempestade, afinal, mostrando toda sua beleza e força.

Deixei-me levar por essa tormenta, deixei que o sentimento fluísse como a água que cai do céu, permiti que a tempestade se instalasse dentro de mim, até porque não há como se proteger dela. Como diz a frase, você só pode senti-la, nunca controlar.

Por um tempo, viver nesse ciclo vicioso me bastou. Ele vinha, chovia, molhava tudo o que havia para molhar e depois ia embora, deixando apenas nuvens escuras e enxurrada.

Porém, ninguém sobrevive muito tempo exposto à tempestade sem se machucar. Afinal, ela é capaz de destruir casas, carregar carros, derrubar árvores... Imagine só o que ela pode fazer com um simples coração? O resultado de tantas tormenta foi um solo completamente devastado, varrido de qualquer esperança, vontades ou desejos. Tornei-me um terreno estéril, incapaz de gerar qualquer fruto ou flor, porque nele só havia medo, confusão, ressentimento e raiva.

Lembro que na época que escrevi a história, fiquei na dúvida se esse tal amor tempestade era realmente algo bom. Durante esse período estéril, que não por coincidência aconteceu no inverno, eu estive convencida que não, que esse tipo de sentimento só sufocava, maltratava, entristecia.

Mas a mesma tempestade que destrói, também faz florescer. Com o tempo, as sementes que você deixou dentro de mim começaram a brotar. Sentimentos de compreensão, perdão, amor, paz... É louco pensar que, certamente, você não teve essa intenção, mas em muitas situações da minha vida escuto a sua voz comentando algo sobre aquele assunto. É como se a sombra das nuvens de tempestade me acompanhasse onde quer que vá.

Hoje percebo que a tempestade serviu para lavar. Levar tudo o que não era mais necessário e criar um jardim muito mais bonito, florido e capaz de resistir à novas tormentas. E agora me bateu uma estranha necessidade de te mostrar o resultado do que você ajudou a construir.

Talvez você nunca saiba do poder que teve (e sinceramente, ainda tem) sobre a minha vida. Mesmo sendo tempestade, mesmo nunca ficando o tempo necessário para me ajudar a me restabelecer depois da tormenta, mesmo sendo capaz de ter o melhor e o pior de mim.

A Nossa Canção é uma história que fala de segundas chances, sobre como em certos momentos da vida não somos capazes de tomar as atitudes certas e carregamos o peso dessas escolhas erradas por muito tempo em nossas vidas. Refletindo sobre isso, percebo que mesmo tendo renascido e permitido que coisas boas brotassem a partir do meu coração sobrevivente, ainda há algo que me prende a esse cenário cinza e frio.

É como se as nuvens de tempestade ainda pairassem sobre o meu jardim, e tenho fechado os portões com medo que ela entre e destrua tudo novamente. Mas hoje, com o sol brilhando e a brisa suave batendo no meu rosto, me dei conta que é hora de permitir a sua entrada e confiar no meu poder de aceitar e resistir.

E quando digo isso, significa que não me arrependo de ter vivido a tempestade, de ter morrido no inverno e muito menos de aceitar as transformações da primavera. Só me arrependendo de não ter permitido que você soubesse tudo o que acontecia dentro do meu coração durante esse período, de tomar consciência do poder que tinha. De assumir que você era tempestade, e não uma simples garoa.

Não ouso pedir nada, porque aprendi a minha lição: é preciso ter cuidado com aquilo que se deseja. Também aprendi que sou a única capaz de cuidar do meu jardim. Pessoas podem ventar ou chover, mas daqui em diante ninguém mais terá o poder de destruir o que cresceu nesses últimos tempos com raízes fortes e bem estruturadas.

O ciclo da vida continua e hoje eu não luto mais contra ele. O segredo para manter o seu jardim não é prever se amanhã vai fazer sol ou chuva. E sim saber ler os sinais e me preparar para o que vier.

Mas eu abri os portões, a grama está verde e as flores estão brotando, uma mais bonita que a outra. Talvez a chuva fosse bem-vinda...

[“Quando já não procurava mais
Pude enfim, nos olhos teus vestidos d'água
Me atirar tranqüila daqui
Lavar os degraus, os sonhos e as calçadas

E assim no teu corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar
E assim no teu gosto eu fui chuva
Jeito bom de se deixar viver” – Quando fui chuva, Maria Gadú]

terça-feira, 13 de maio de 2014

Citações

Olá gurias!

Resolvi reunir nesse post algumas citações de livros, músicas e filmes que li, ouvi ou assisti e que, de alguma maneira, ficaram marcadas.

Fiquem à vontade para colocar as citações prediletas de vocês nos comentários também!

Bora reunir só as melhores por aqui!

__________________________

["Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia. Capazes de causar grandes sofrimentos e também remediá-los" - Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II (e está no livro também, se não me engano)]

["Juro solenemente não fazer nada de bom" e "Mal-feito, feito!" - Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Marotos são os melhores!)]

["Claro que está acontecendo em sua mente, Harry, mas por que isso significa que não é real?" - Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II (e está no livro também, se não me engano)]

["Nós aceitamos o amor que acreditamos merecer" - As Vantagens de ser Invisível (no filme e no livro também)]

["We are infinite" - As Vantagens de ser Invisível (no filme e no livro também)]

["Só quem sonha consegue alcançar" - Luan Santana, Meteoro]

["É a possibilidade que me faz continuar, e não a certeza, uma espécie de aposta da minha parte. E embora você possa me chamar de sonhador, de tolo, ou de qualquer outra coisa, acredito que tudo é possível" - Nicolas Sparks, Diário de uma Paixão]

["Liga o som, desliga o telefone, hoje eu não estou pra ninguém" - Alguma música da banda Cine que eu não lembro o nome. Rs!]

["E mesmo se acabar, sorria, porque nunca ninguém morreu de amor" - A mesma música da Cine. Rs!]

["Já que estou indo para o inferno, deixa eu pelo menos aproveitar o caminho" - Edward Cullen em Twilight (está nos livros e nos filmes, se não me engano)]

["Em uma montanha-russa que só vai para cima, parceiro" - Meu querido e amado Gus em "A Culpa é das Estrelas]

["Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo organizar em constelações" - Outra do Gus em ACDE (Tem várias boas dele, mas preciso pegar o livro para me lembrar de todas).]

["Não dá para escolher se você vai ou não se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo" - Ainda de "A Culpa é das Estrelas"]

["Forever and always" - Se não me engano, é o Klaus que fala isso (com aquele sotaque britânico perfeito) em TVD]

["It's your choice" - Também de TVD, uma das frases mais faladas pelos irmãos Salvatore em alguma das temporadas passadas]

["Acredito no amor entre duas pessoas (...) Em encontrar prazer nos momentos comuns. Caminhar juntos. Discutir sobre coisas como o tempo de um ovo cozido, ou como gerenciar os criados, ou o valor da conta do açougue. Ir para cama todas as noites e acordar juntos todas as manhãs" - O "marrento" Merripen definindo o seu "felizes para sempre" em Sedução ao Amanhecer, livro da Lisa Kleypas da série "Os Hathaways". Concordo com ele em cada palavra]

["Uma cidade de papel para uma menina de papel. (…) Eu olhava para baixo e pensava que eu era feita de papel. Eu é que era uma pessoa frágil e dobrável, e não os outros. E o lance é o seguinte: as pessoas adoram a ideia de uma menina de papel. Sempre adoraram. E o pior é que eu também adorava. Eu tinha cultivado aquilo, entende? Porque é o máximo ser uma ideia que agrada a todos. Mas eu nunca poderia ser aquela ideia para mim" - Cidades de Papel do John Green (eu amei esse livro. Me identifiquei muito e por isso teremos muitas frases dele aqui)]

["O para sempre é composto de agoras" - Ainda do Cidades de Papel]

["Mas as coisas vão acontecendo… as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… E nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável. (…) Mas ainda há um momento entre o momento em que as rachaduras começam a se abrir e o momento em que nós rompemos por completo. E é nesse intervalo que conseguimos enxergar uns aos outros" - Também do Cidades de Papel]

["Luz, o lembrete visível da Luz Invisível" - frase de T.S. Eliot citada em Cidades de Papel]

["Quando um primeiro encontro dá certo é assim: você sente a emoção de abrir a primeira página de um livro. E sabe, instintivamente, que vai ser um livro bem longo" - do livro Garoto encontra Garoto. Definição perfeita para um momento que vivi]

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Empatando o rolê e a Pegada Cover


E aí, gatas garotas? Tudo certo com vocês?

Preciso abrir o meu coração aqui. Outubro tem sido um mês muito difícil para mim. Primeiro o candidato para qual eu estava trabalhando perdeu no primeiro turno das eleições e eu acabei desempregada.

Não bastasse isso, essa semana o Luan (Nego-Divo) resolveu anunciar que está namorando. É isso mesmo meu povo: NA-MO-RAN-DO!

Pode, produção? Ninguém contou para o menino que ele JÁ TEM mais de quatro milhões de namoradas/Negas/Luanetes? Bom, sorte para a Jade (Que não é a do Clone, vale destacar!) e azar para nós, né meninas?

Confesso que fiquei baqueada e sei que muitas meninas que acompanham esse blog também ficaram. Por isso, para animar o astral e descontrair o ambiente resolvi postar aqui no Trii mais uma das “Extraordinárias Histórias que a Manu Conta”.

Tema do dia: Manu empatando o rolê e o cover da pegada do Luan

Curiosas? Então senta, que lá vem história!

Tudo aconteceu no último feriado, quando a “Novata” (minha nova parceira de balada) me chamou para ir em um barzinho rock que tem aqui na nossa cidade. Como nem só de sertanejo vive essa Manu que aqui vos escreve, lá fui eu curtir um rock’n roll em uma das baladas que mais “bomba” por aqui.

Como sempre, eu me empolguei aqui no PC conversando com as leitoras das minhas fanfics (Sim, eu escrevo fanfics se você não sabe...) e acabei saindo atrasada de casa! O visual estava simples (blusa estilosa, jeans e scarpin – perfeito para beber uma cerveja e curtir a noite).

Passei na casa da Novata e partimos para o tal bar. Ao chegarmos lá, surpresa: A fila estava dobrando a esquina (Eu disse que o lugar bombava!)

Por sorte, a “Novata” encontrou dois amigos na fila (Um deles bem gatinho, por sinal). Ela os cumprimentou, me apresentou para eles e nós acabamos ficando por ali mesmo, já quase na porta do bar! (O que foi ótimo porque eu tinha feito escova e começou a chover bem na hora que saímos do carro!).

Eu, comunicativa e feliz que sou, já logo fiz amizade com os meninos e comecei a falar sem parar. Logo percebi que o Lucas (o que eu tinha achado “bonitinho”) era super descontraído e bagunceiro como eu enquanto o outro, o Thales, era bem mais tímido e na dele.

Pois bem, entramos na balada e já de cara pedimos uma dose de tequila para cada. Eu sei que você vai pensar: Pô Manu, mas sempre tem tequila na história? É... Não vou poder negar! Mas dessa vez a culpa não foi minha! Foi o Lucas que sugeriu que bebêssemos uma dose para que o Thales ficasse mais “comunicativo” (se que é vocês me entendem....).

Enquanto os meninos pegavam as doses, a “Novata” me confidenciou que estava afim de um dos meninos e me perguntou se teria problema se ficássemos com eles ali perto da banda. Eu, claro, concordei com a ideia e ainda dei a maior força para ela “pegar” o cara.

Só que eu não sou lá muito esperta... Na verdade, eu sou BEM lenta. Achei que a “Novata” estivesse afim do Lucas, por isso chamei o Thales de lado e danei a conversar com ele, como se fossemos super amigos. Na minha cabeça, eu achei que eu estava mandando super bem deixando a Novata e o Lucas conversando sozinhos sem ninguém atrapalhar.

Mas NÃO! Eu não estava mandando bem. Na verdade eu estava EMPATANDO GERAL O ROLÊ! E o pior, só fui descobrir isso muito tempo depois quando a Novata chegou até mim e disse:

- Nossa, o Lucas te adorou! Te achou super bacana, inteligente, gente boa...

Fiquei muito sem graça nessa hora imaginando que ela tinha levado um fora do cara. Tentando “ajeitar” a situação, eu respondi:

- Não mew, mas ele só disse isso para ser simpático. Tenho certeza que ele também te acha “mó” gente boa...

A Novata, percebendo que eu estava fazendo “esquema” para o casal errado, me explicou:

- Mew, eu e o Lucas somos amigos desde “criancinha”. Ele é tão meu amigo, que convenceu o Thales a vir aqui hoje porque sabia que eu viria. Ele tá doido pra juntar a gente, mas o Thales tá namorando...

- Peraê, você está afim do Thales e não do Lucas? – Perguntei completamente confusa.

- É, eu o Thales já namoramos há muito tempo atrás e eu nunca o esqueci... – A Novata confessou.

- Isso quer dizer que o Lucas tá liberado? – Perguntei muito “sutilmente”. Eu tinha gostado daquele garoto desde o começo, mas estava o evitando por causa da minha confusão.

Quase implorei para a “Novata” me perdoar por estar “empatando” o role dela. Mágina, ela afim do Thales e eu lá, conversando com ele, puxando o maior papo e quase estragando a noite!

Bom, casais "destrocados", esquema para o Thales e a Novata armado (Sim, no final deu tudo certo e eles ficaram), sobramos eu e o Lucas disputando quem colocava cerveja sem colarinho no copo melhor (Culpa das três garrafas que já havíamos bebido!).

O Lucas não parava de falar que o quê os homens de verdade querem são mulheres inteligentes e bacanas como eu para ter como namorada (Fiquei me achando a intelectual nessa hora!). Já eu falei que os homens preferem mulheres “bonequinhas”. Não precisa pensar, basta ser bonita. Ficamos nessa discussão por um tempo até que ele disse:

- Não sei o que falar! Eu tô aqui querendo te beijar, mas já usei todos os meus argumentos para te conquistar.

Na hora, eu retruquei, na lata: - Tecnicamente, para beijar você não precisa falar... (Sacaram o trocadilho, né?)

E aí aconteceu o que eu batizei de Cover da Pegada do Luan. (Se você nunca viu a “Juntada” do Nego, confira neste vídeo).

O Lucas chegou perto de mim, colocou uma das mãos no meu cabelo, a outra na minha cintura e, como diria o Luan, sem qualquer carinho, ele me deu uma juntada!

Eu sei, era para ser algo bacana. O cara era bonito, tinha pegada e tudo mais...

O problema é que quando o Lucas fez o Cover da Pegada eu só consegui lembrar do Luan falando “Ôôô minha nega, faz isso comigo não!” e lembrar dele dançando com as “Negas” no show.

Na hora eu precisei me segurar para não rir. Mas não teve jeito! A pegada dele até pode funcionar, mas comigo não rolou. Acabei a noite fugindo do Lucas o resto da balada inteira.

Aí, quando chegamos no carro, depois de eu ter pedido mais uma vez desculpa por ter “Empatado o Esquema”, a “Novata” me perguntou:

- E aí? O que você achou do Lucas?

- Ah! É bonitinho, mas... Tem pegada Cover! Eu prefiro a Juntada Original!

Fala sério, só comigo para acontecer essas coisas, né? 


*** Texto retirado do meu antigo blog, o Triipé

Rá, te peguei!

Olá gatas garotas,

Parece que faz um tempão que não escrevo aqui pra o #Trii. Credo! Não gosto disso!

É que minha vida anda meio movimentada nesses últimos dias. Pra quem não sabe, eu terminei meu namoro há pouco tempo e agora estou apostando tudo em um novo emprego. E tudo isso me deixa MUITO nervosa! Já tem alguns dias que eu mal consigo dormir. Por isso, para relaxar um pouco e para a gente poder dar algumas boas risadas, resolvi vir aqui para contar mais uma capítulo da série “As extraordinárias histórias que a Manu conta!”.

Todo mundo aí lembra que eu já postei sobre o meu namorado Lindemberg e sobre o meu Caipira, né? Pois bem meninas, hoje contarei sobre o dia do “Rá, Te peguei!” Por isso sentem, que lá vem história...


Tudo começou em uma bela noite de sexta-feira, daquelas que praticamente PEDEM para você sair e ir para balada. Coincidência ou não, toda a galera do trabalho resolveu marcar para ir em uma casa noturna nova que estava inaugurando na cidade. Uma banda de micareta iria abrir a noite e nós já estávamos animadíssimos, inclusive ensaiando os passos da música “Sou praiera, sou guerreira, tô solteira, quero mais o quê?”.

Me arrumei, o celular bombando de SMS’s da galera já no “esquenta” da balada. Saí de casa, encontrei o pessoal, e logo caímos na “ferveção” ao som da melhor música da Bahia.

A banda que abriu a noite foi ótima, mas a segunda era muito caída. Para piorar, o pessoal começou a beber e fazer besteira na balada. Eu sei que vocês acham que eu bebo demais, mas o caso é que minha companheira de copo oficial é a Sarah, e ocasionalmente a Rachel. Só bebo ao lado delas, saca?

 E, justo naquela época, eu me lembro que estava lendo Crepúsculo e tinha parado exatamente na parte que o James liga para Bella para marcar de encontrá-la na escola de balé. E aí pessoal, quando vocês estão na balada pensando no livro que está lendo é das duas a uma: Ou você é muito nerd, ou o prazo de validade da micareta já venceu. No meu caso, as duas opções estavam corretas.

Falei tchau para o pessoal, peguei meu casaco na chapelaria e fui pagar a minha comanda. A minha carona não ia embora naquela hora, mas eu sabia que a dois quarteirões dali tinha um ponto de táxi. A rua era bem iluminada e movimentada, por isso resolvi ir sozinha mesma. Eu ia terminar a minha noite era na cama com o Edward Cullen. Vivaa!

Comanda paga, saída liberada, percebi que o rapaz que estava atrás de mim (moreno, alto, bonito, charmoso e forte) resolveu puxar assunto comigo.

- Indo embora tão cedo? – Ele perguntou.

O cara era bonito, mas como eu já estava indo embora e estava sozinha, achei melhor deixar aquela oportunidade passar. Respondi alguma coisa, meio sem jeito, e segui com destino para o ponto de táxi. Caminhei sozinha por um tempo, mas minutos depois o rapaz moreno encostou de carro perto da calçada onde eu estava me oferecendo uma carona.

Vejam bem, eu sei que não devo confiar em estranhos, mas ele parecia ser uma pessoa tão bonita, simpática, gentil e bacana que, depois de fazer um charme, eu resolvi aceitar. Pois é, sabem aquelas história que as aparências enganam? Esse ditado servia perfeitamente ao Júnior, nome do rapaz.

Naquela noite ele me levou em casa, foi super bacana e simpático. Um verdadeiro cavalheiro! Nós até pegamos o telefone e passamos o MSN e o Orkut (que coisa mais antiga, meu Deus!) um para outro. Em um primeiro momento eu fiquei até empolgada com a possibilidade de rolar alguma coisa, e nós até trocamos SMS’s “todos cheios de “mimimi” por uns dias.

Mas foi aí que ele começou a revelar o seu lado “Chiclete/mala sem alça”. Primeiro foi a porção Chiclete que veio à tona. Ele me ligava e me mandava mensagem o dia inteiro, e a gente nem tinha ficado ainda!

Fiquei meio de saco cheio de tanto telefonema e torpedo e resolvi dar um gelo nele. Nessa mesma noite ele ligou em casa perguntando se eu estava. Como TODO MUNDO confunde a minha voz com a da minha irmã, menti na cara de pau e disse que NÃO. Ele desligou o telefone e eu respirei aliviada.

Menos de cinco minutos depois, a campainha toca. Fico tensa. Penso: “Não, não pode ser ele!”. Por via das dúvidas, corro para atender a porta antes do meu pai.

Ao abrir o portão, escuto um animado moreno exclamar:

“Rá! Te peguei! Sabia que você estava em casa e que tinha mentido para mim”.

Mew, dá para acreditar? Eu minto para o cara, dispenso ele na cara de pau pelo telefone, e ele ainda vem bater na minha porta e gritar “Te peguei” no maior estilo "pegadinho do Malandro"!? Era lamentável!

Bom, depois da “surpresinha” ao abrir o portão, a minha única opção foi mandar o cara embora. Ele, claro, fez “draminha” e jogou na minha cara que veio de outra cidade só para me ver.

Fiquei ainda mais nervosa. Depois de muito “papinho” por parte dele, resolvi encerrar o assunto e fui categórica. “Desculpa Júnior, mas não vai rolar, você é muito mala, cara. Ninguém merece!”.

Sem opção, ele colocou o “rabinho” entre as pernas, foi embora e nunca mais me procurou.

Lição do dia meninas: As aparências enganam! O cara bonito da balada de hoje pode ser o mala sem alça que vai chegar na sua casa amanhã e dizer “Rá, te peguei!”. Fala sério, NINGUÉM MERECE!

*** Texto retirado do meu antigo blog, o Triipé

O Caipira da Manu

Algumas pessoas me conhecem por causa das fanfics que escrevo. Essa minha “habilidade” de contar histórias começou em setembro do ano passado porque eu andava muito “tristinha” da vida. Por isso, em uma noite qualquer peguei um pedaço de papel e uma caneta e rabisquei o começo da história que batizei de “Sinais”. Depois, não satisfeita com esse título eu troquei o nome para “A Granfina e o Caipira”.
Basicamente, a “AGeOC” (forma simplificada de escrever o título da minha história) narrava a história da Anita, uma atriz que se apaixona por ninguém mais, ninguém menos, que o cantor Luan Santana (Sim, esse mesmo do “meteoro da paixão"!).

AGeOC foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida. Eu me divertia horrores escrevendo as peripécias que o casal Luanita (Luan+Anita) aprontava e soltava o meu lado “maluquete” com as extravagâncias da Rafinha. E ainda, de quebra, ganhei uma porção de amigas/leitoras que acompanharam fielmente os 50 capítulos da fic, não é gatas garotas?
Mas, o que talvez ninguém saiba, é que a AGeOC nasceu de uma história real. Não, o Luan nunca namorou nenhuma atriz chamada Anita (pelo menos que eu saiba...). Quando digo que a história é real quero dizer que eu também já tive um “Caipira” na minha vida.
E, para falar bem a verdade, o “Caipira” foi um dos caras que eu mais gostei até hoje. Embora ele fosse mais novo do que eu, era sempre ele que tinha o controle da situação. E como ele morava em outra cidade, eu praticamente “morria” para me encontrar com ele on no MSN.
Fala sério, como eu sofri por esse Caipira! Na época, nós tínhamos uma amiga em comum, a Marjorie, que treinava na mesma hípica que ele (sim, todos nós participávamos de competições com cavalos na época). E algumas vezes eu ia, como quem não quer nada, assistir o treino dessa minha amiga, sabe? Só para poder ficar perto dele.
Em uma dessas “caronas” que eu pegava com a Majô, fui acompanhá-la em um churrasco que seria realizado na hípica. O Caipira, é claro, estaria lá e eu estava “doidinha” para pegá-lo de jeito. Depois de muito "xaveco" e algumas indiretas “bem diretas” lá fomos nós para um canto mais reservado do churrasco para ter “aquela conversa a sós”, se é que vocês me entendem...
O canto escolhido foi o estacionamento. Mais “xavequinhos” furados, mais indiretas muito mais que diretas e, finalmente, nos beijamos. Eu lembro que eu tinha esperado por aquele momento por muito tempo e que quase dei “pulinhos” de alegria naquela hora.
Mas, tudo o que é bom dura muito pouco. Claro, alguém apareceu para atrapalhar. No desespero da hora, resolvemos nos esconder onde? Embaixo dos carros que estavam estacionados perto de onde estávamos. O problema é que não parava de aparecer gente no tal do estacionamento! Parecia que o churrasco tinha mudado de lugar e ninguém tinha me avisado!
E assim ficamos, eu e o Caipira, cada um embaixo de um carro, escondidos até que todo mundo resolvesse voltar para o churrasco. Quando finalmente conseguimos sair, a mãe do Caipira logo o chamou para ir embora.
Resumo da história: Eu fiz uma pequena viagem para encontrá-lo, me produzi toda, e na hora "H" tudo o que consegui foi brincar de esconde-esconde no estacionamento. Fala sério, é muita zica para uma pessoa só! Mas, olhem o lado bom, pelo menos o Caipira me disse que eu ficarei para sempre marcada na vida dele como a “Menina Embaixo do Carro ao Lado”. Muito digno, não acham?

P.S: Segundo minha amiga Rachel os "novinhos" são os melhores. Eu concordo, e vocês?



*** Texto retirado no meu antigo blog, o Triipé

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Será que ainda dá tempo?


Já faz algum tempo que não faço um post deste tipo, por isso exclusivamente hoje, eu deixei o cap de INC um pouquinho de lado para escrever algo um “pouquinho” diferente. A coisa anda “russa” para o meu lado, e a situação mais do que nunca pede mais um texto da série:

As extraordinárias histórias que a Manu conta!

Capítulo do dia: Santo Antônio, ainda dá tempo?



É o seguinte: Quem me acompanhava os meus posts lá no Triipé sabe que eu terminei um namoro de longa data no ano passado. O término foi meio traumatizante e eu fiquei “mals” e tudo mais... Na época eu escrevi um texto chamado “Uma porção de Damon, por favor”, comentando as razões que me levaram a tomar essa decisão. Para quem não leu, só posso lamentar... Rs! (Brincadeira! Eu comecei a passar os meus textos do Trii para cá, mas por alguma razão eu não terminei. Se estiver interessado, “pegue no meu pé” e termino de transferir os posts, ok?)


Pois bem... Logo que mudei o meu status para “Na Pista”, eu caí no mundo. Gente do céu, foi uma fase tensa! Era festa da tequila atrás de festa da tequila! (Quem lia o Trii lembra, certeza!). Eu não queria ficar com ninguém, eu só queria me divertir! E como eu me diverti!


Mas, passado um tempo, achei que já era de deixar o trauma do fim do namoro de lado e abrir o coração para o amor novamente (Nossa, que lindo isso!)


E foi aí que tudo foi pro pau de vez!


O primeiro cara que fiquei após dois anos de namoro foi o rapaz da “Pegada Cover”. Novamente, quem lia o Trii sabe dessa experiência! Para quem não lia, vou resumir: O rapaz tinha uma juntada igual a do Luan. O que seria algo bom se eu não tivesse lembrado do Nego na hora e começado a rir sem parar.


Depois desse, eu conheci o rapaz dos meus sonhos! Juro! Ele era bonito, simpático, gente boa, cheiroso, dançava bem e... era NAMORADO da minha amiga! Dá para acreditar?


Na época ela fez questão que o conhecesse e que eu saísse junto com os dois! Claro que isso não prestou! Logo a gente percebeu que “algo a mais” estava rolando entre nós e, em uma fatídica noite, ele tentou ficar comigo (os dois estavam bem “alegres” nesse dia, diga-se de passagem!). Resultado: Perdi a amiga e não peguei o bofe!


Fiquei bolada! Fiquei mais um tempão “chorando” na desse cara até que eu conheci um rapaz que era, nada mais, nada menos, que a cara do Luan! Papo vai, papo vem e, depois de algum tempo (e muita enrolação), consegui ficar com o cara!


Aí você pensa: Pô, aí sim! A Manu desencalhou com um gatão!


Só que não...


A gente ficou uma vez só e o rapaz já queria namorar, casar, ter filhos, jurar amor eterno...


Peraê né, meu filho? Uma coisa de cada vez! Não é assim que as coisas funcionam! Sem contar que ele também fez uma outra “coisinha” que não posso contar aqui. Basta dizer que fiquei na vontade... Mas fazer o quê, né?


No fim das contas, até que foi bom não ter dado certo... Hoje o meu “cover do Luan” tá na “rehab” e só sai ano que vem! Pois é, eu não sabia que ele era tão... “problemático”. Fiquei muito mal por ele, e tô torcendo para que ele saia dessa!


Mas, a vida segue, não é mesmo? E nessas “idas e vindas” da vida, conheci um gatinho em um “pub” que eu e minhas amigas estamos batendo cartão agora!


Para resumir, no último final de semana ele sentou na nossa mesa e a gente bebeu uma cerveja juntos! Na boa, ele é uma graça! Um gatinho e estava super na minha! Elogiou o meu cabelo, colocou a mão na minha cintura, falava olhando para mim...


Essa é a hora que todo mundo se pergunta: E aí, rolou?


A resposta é... Não!


Mew, vocês acreditam que na hora que estava rolando o maior clima entre nós ele veio com um papo de “os amigos da minha ex estão aqui e eu não quero que ela fique sabendo, pois não quero magoá-la”


Tipo, oi? É sério que ele está falando da ex para mim, a “futura-atual”?


Depois dessa, deixei o cara sozinho na mesa e fui embora! Fala sério, né?! O que eu tenho a ver com a ex dele?


Então... Como vocês podem ver, a maré anda “braba” para o meu lado! Por isso, estou aqui hoje para humildemente pedir uma ajudinha “lá de cima”.


Meu caro Santo Antônio, sei que estou atrasada. O seu dia foi no mês passado e eu nem coloquei uma imagem do senhor de ponta cabeça, nem nada, mas será que ainda dá tempo de lhe fazer um pedido especial?


Mew, dá um “help” aqui, vai? Será que não rola me arranjar um “homem de verdade”? Um cara bacana, gente boa, que tenha pegada (desculpa “seu” Antônio, mas isso é indispensável), que não seja comprometido (principalmente com nenhuma amiga amiga), que não esteja tãããooo preocupado com a ex, que não tenha vícios (pelo menos nenhum que o leve para a “rehab”) e que me aceite do jeito que eu sou. Veja bem, eu nem estou pedindo um milionário, nem o Luan (se bem que se o senhor quiser mandar o Lú, fique à vontade!), eu só estou pedindo um cara normal, só isso!


Quebra essa aí, vai “seu” Antônio! Pensa com carinho, eu sei que o senhor deve um ter pretendente bacana para me apresentar...


Bom, é isso ou... ano que vem eu coloco a sua imagem de cabeça pra baixo, hein? O senhor quem sabe! Tô topando qualquer coisa para mandar essa zica amorosa embora! Considere-se avisado, santinho! Rs!


Fala sério, gente! O que eu estou fazendo de errado? Será que o problema é comigo?


Aff... Só sei de uma coisa: Homens de verdade estão em extinção. Por isso se você tem um, cuide dele! Mas se você está na mesma situação que eu, vê se não esquece: O dia de Santo Antônio é comemorado em  13 de junho. Acho que não custa tentar, né? Vai que dá certo...